terça-feira, 7 de agosto de 2012

Metodologia e Prática de Ensino da Matemática II

Com base no texto "Estudar Matemática" (excerto do artigo de MENEGAZZI, 2004), discuta as seguintes questões:
1) Por que se deve ensinar um determinado conteúdo matemático na escola básica? Escolha um conteúdo e comente (procure escolher um conteúdo que você não vislumbre aplicação social e pesquise tal aplicação).
2) Como nossos estudantes poderiam passar da condição de espectadores para a de protagonistas da obra matemática?
3) Estabeleça uma relação entre as "situações adaptadas ao estudo de uma questão matemática" e a Teoria das Situações Didáticas (BROUSSEAU, 2008).

Referências:
BROUSSEAU, Guy. Introdução ao estudo das situações didáticas: conteúdos e métodos de ensino. São Paulo: Ática, 2008.
MENEGAZZI, Marlene. Reflexões acerca dos saberes do professore de matemática. Revista Práxis, ed.1, v.1, n.1, jan-jun 2004.

12 comentários:

  1. Assunto: Logaritmo

    Apresenta a parte histórica dos logaritmos, focando na importância que os logaritmos tiveram na época em que foram criadas.
    Pois na época não existia as tecnologias que existem hoje, e na época era os logaritmos que auxiliava na resolução de grades contas.
    E para os alunos após uma boa explicação de como resolver logaritmos, propunha que fizessem uma lista de logaritmos na base 7, para auxiliá–los na resolução de contas com múltiplos de 7.
    Tendo a lista de logaritmo na base 7, será efetuado alguns exercícios onde poderão usar a lista dos logaritmos.
    Como um desafio final, farei uma situação problema de cálculo de juros compostos, e eles deverão montar uma maneira de encontrar uma forma de calcular o tempo necessário para um capital se transformar num determinado montante.
    O trabalho deverá ser efetuado em equipe, e como vão chegar a forma de resolver a lista de logaritmo na base 7, fica por conta dos alunos, ficando o professor apenas como auxiliador.
    No segundo trabalho de cálculo de juros compostos, pegaria o grupo que se destacou no primeiro trabalho e dividia o grupo entre os outros grupos, para melhorar todos os grupos e para todos chegarem a uma forma de resolver o desafio.

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  2. Assunto: Números Complexos;
    Durante anos ficou escondido a existência desses números, mas atualmente são muito importantes.
    Os números complexos são bastante utilizados na física, em circuitos monofásicos, circuitos em fase tipo R-C, circuitos em série tipo R-L-C. Além disso, são utilizados na função da onda e sinais sinusoidais.
    Acredito que para nossos alunos passarem de espectadores para protagonistas se faz necessário que o conhecimento seja construído pelo aluno e o professor passe a ser um mediador no processo de ensino-aprendizagem. Para que isso aconteça o professor deve preparar atividades que realmente possibilite que esse processo ocorra.
    A Teoria das Situações Didáticas nos diz que devemos integrar as dimensões epistemológicas, cognitivas e sociais no campo da Educação Matemática, através disso, podemos compreender as interações sociais que ocorrem na sala de aula entre alunos e professores, as condições e a forma que o conhecimento matemático pode ser aprendido, sendo que o controle destas condições permitiria reproduzir e otimizar os processos de aquisição de conhecimento matemático escolar.
    De fato é isso que deve ocorrer no processo de ensino- aprendizagem.

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  3. 01) Por que se deve ensinar um determinado conteúdo matemático na escola básica? Escolha um conteúdo e comente (procure escolher um conteúdo que você não vislumbre aplicação social e pesquise tal aplicação).
    Todo conteúdo ensinado na escola básica exerce um papel fundamental na sociedade, e apresenta seus objetivos e aplicações sociais. Apesar de muitas vezes não ser assim apresentados aos alunos, e esse sigam sem a resposta para a questão “Quando vou utilizar isso na minha vida?”.
    Aplicações mais acessíveis de conteúdos matemáticos devem ser apresentadas aos alunos para que tenham consciência de que, após saírem da escola básica, cada aluno vai continuar a utilizar mais especificamente uma parte do que lhe foi ensinado.
    Apesar de talvez não utilizarem tudo o que lhe foi ensinado, não se pode saber o que cada um poderá ou não utilizar no futuro, e ao se aproximar de cada área do conhecimento é o que vai mostrar ao aluno o que ele gosta mais, ou o que gosta menos, buscando trilhar um caminho com o que possui mais afinidade.
    A mim, um conteúdo que se parecia não ter sentido em ser estudado pois não encontrava nenhuma aplicação era matrizes. Assim, encontrei uma situação em que se pode aplicar o conteúdo de matrizes e pode ser utilizada para contextualizar o ensino deste conteúdo ao ser trabalhado.

    Uma aplicação de Matrizes acessível ao ensino do referido conteúdo:
    Uma aplicação de Matrizes pode ser encontrada no controle do fluxo de veículos nas ruas de mão única no horário do rush no centro de uma cidade.

    02) Como nossos estudantes poderiam passar da condição de espectadores para a de protagonistas da obra matemática?
    Para isso, é preciso um questionamento prévio do professor para si sobre a maneira que este está apresentando os conteúdos matemáticos aos seus alunos. A partir dai, procurar introduzir em suas aulas diferentes atividades matemáticas concretas que tragam escondido o conteúdo que se pretende ensinar.
    Essas situações podem propiciar aos alunos o avanço no aprendizado matemático, e devem ser elaboradas com materiais e condições que pertençam ao meio matemático dos alunos, ou seja, as situações deveram dar origem a questões que os educandos possam apontar meios para solucionar a situação com a matemática que possuem ou com uma matemática que esteja ao seu alcance.
    Dessa maneira, haverá um equilíbrio de responsabilidades entre aluno e professor, pois o aluno é quem vai investigar e “produzir” seu conhecimento matemático, quebrando a visão de que o professor é “aquele que ensina” e o aluno somente “aquele que aprende o que lhe é ensinado”.


    03) Estabeleça uma relação entre as "situações adaptadas ao estudo de uma questão matemática" e a Teoria das Situações Didáticas (BROUSSEAU, 2008).
    Segundo a Teoria das Situações Didáticas, o professor deve, primeiramente, apresentar a situação de uma maneira contextualizada, de forma que os educandos não percebam os pressupostos didáticos, ou seja, que não percebam o conteúdo que propriamente será ensinado. Para que em segundo lugar, após os alunos terem traçado estratégias e solucionarem a situação, apresentar o conteúdo, “utilizado sem saber” pelos alunos, descontextualizando a situação e apresentando o conteúdo de forma estruturada.
    Assim, a Teoria das Situações Didáticas nada mais é do que uma proposta que visa ensinar através de "situações adaptadas ao estudo de uma questão matemática". Ou seja, adapta-se o ensino de um conteúdo matemático de forma a envolver o aluno em uma Situação, que inicialmente se parece a didática, para que este “descubra” o conteúdo matemático que se pretendia ensinar e o utilize na solução da situação apresentada inicialmente.

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  4. Assunto: Trigonometria
    APLICAÇÕES DA TRIGONOMETRIA:
    A Trigonometria relaciona ângulos com segmentos, por isso é muito eficiente como instrumento de cálculo na geometria, permitindo medir comprimentos inacessíveis às medidas diretas.
    As aplicações da trigonometria no cálculo de medidas inacessíveis já eram feitas na antigüidade, séculos antes de Cristo.
    A trigometria também é aplicada aos fenômenos cíclicos: as marés, o relógio de sol.
    Para que os alunos possam ser protagonistas da obra matemática é necessário que o professor possa dozar entre o contexto (as aplicações) de certos conteúdos e a parte algébrica, por menos que os alunos gostem de álgebra.
    O professor Water Spinelli afirma que um professor deve se guiar pela intuição , mas às vezes o professor se deixa enganar pela própria intuição; por exemplo, quando evita obrigar os alunos a estudar algo que eles não gostam de estudar.

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  5. 1)A questão quando perguntada, muito das vezes é respondida que se deve ensinar determinado conteúdo matemático na escola porque é ali o lugar de aprender e preparar para a vida. Vem da necessidade de que é preciso aprender e que cada um deve saber pelo menos o básico para poder resolver, ou reconhecer os problemas deparados na convivência com a sociedade. Porém ainda existe conteúdos que exigem um pouco mais de compreensão pelo professor, ao prepará-lo, ou ainda aquele que não tem contextualização com a realidade. Para mim esta afirmação se exemplifica com o conteúdo de polinômios. Posso estar sendo um pouco rude ou “cega”, porém minha opinião é que esse conteúdo não trás contextualização e ainda é muito abstrato. Os livros, internet, revistas, entre outros, não contribuem para que seja realmente ensinado , aprendido e contextualizado esse conteúdo. Tanto se fala em melhorar a educação, e pouco a mídia, os livros, etc, contribuem. Hoje devido ao avanço tecnológico não deveria mais ter tanta dificuldades para um professor realizar uma aula que até ele mesmo se surpreendesse.

    2)O primeiro passo seria a reconstrução do currículo escolar matemático na questão de conteúdos que devem ser estudados e não só ensinados. Dar ênfase as diferentes atividades matemáticas concretas que se esconder atrás de definições e teoremas. Necessita investigar e encontrar ou inventar situações provocativas, motivadoras, etc, que despertem a curiosidade para que haja um avanço positivo e qualitativo no ensino. Essas atividades devem partir de materiais ou utensílios que os alunos já tenham algum contato ou que conhecem para que não se torne algo muito abstrato, trazendo de alguma maneira algum benefício. Porém tudo isto depende da maneira de conduzir a aula, ou seja do professor, entrando em questão seu domínio, condução das atividades, criatividade, enfim profissionalismo ético, de preferência. Isto muda completamente a visão que o aluno tem em relação as aulas de matemática. Não será mais aquela aula chata, desanimada, entre outros, e sim ocasiona um destaque especial, não dependendo mais totalmente da ajuda do professor mais sim de cada um, com algumas independências de protagonistas. Não haverá mais a frase “professor ensina e alunos aprendem”, acabará que a tarefa matemática se realizara em conjunta.

    3)A relação entre as duas posições dos textos expõe a vida escolar interiormente, ou seja, mostra a realidade das escolas encontradas hoje, sendo o tripé da educação escolar: o aluno, o professor e o saber, os quais são partes constitutivas de uma relação dinâmica. Essas teorias são modeladas pela relação de convivência, entre professor e aluno (elementos humanos) mediadas pelo saber (elemento não humano). Onde, o professor tem o papel fundamental de criar situações propícias para iniciar o aluno no novo saber cientifico, no caso, o conhecimento matemático. Essa proposta propicia um enriquecimento na aprendizagem, pois trabalha com metodologias diferenciadas. Por último, observo que a Teoria das Situações Didáticas, conjuntamente com as outras concepções da Didática da Matemática, pode ser considerada como favorável a abranger a variedade de aspectos necessários para a evolução da aprendizagem do aluno.

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  6. Sempre tive aversão a logaritmos, por isso fui procurar suas aplicações.

    Baseada nos textos lidos aplicaria uma aula sobre logaritmos explicando a parte histórica, sua origem as tábuas logarítmicas e aplicaria alguns exercícios tirados do artigo de Cousin, Sodré, Andrade, Vieira e Santos (2011):

    Aplicação: Dobradura... é possível chegar na Lua?

    Cibelli

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  7. Para que o aluno deixe de ser expectador e passe a ser protagonista, é preciso que o professor abra espaço para que os alunos expressem sua opinião, suas duvidas, e que o professor não seja o detentor do conhecimento, mas um mediador entre o conhecimento e o aluno.
    A teoria das situações didáticas tem como objetivo central a situação didática, que segundo essa teoria deve propiciar uma interação positiva entre professor, aluno e saber. No processo de ensino-aprendizagem deve ser levado em conta a dimensão cognitiva, social e epistemológica, para que possamos compreender interações ocorridas em sala de aula e produção dde conhecimento pelos alunos.

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  8. Priscila
    Todos os conteúdos matemáticos são importantes para o nosso dia a dia, mas muitas vezes os alunos ou até mesmo para nós futuros professores, a importância de determinado conteúdo passa despercebido.
    Eu sempre soube resolver o conteúdo de matrizes, mas sempre daquela forma tradicional: some as matrizes, encontre o determinante, entre outros vários métodos.
    Mas o principal que é a aplicação no dia a dia acaba passando despercebido.
    Estava procurando uma aplicação e encontrei no livro de Xavier e Barrreto, aula por aula do 2º ano, uma aplicação em defesa do meio ambiente. No qual utiliza as matrizes para avaliar, argumentar e interagir com os fenômenos sociais e ambientais. Mostrando as analises feita em um determinado bairro, sobre a reciclagem.
    Este é um trabalho que pode ser feito em sala de aula, pois o professor pode fazer uma pesquisa com os seus alunos, para assim verem quanto é reciclado em sua casa .
    Os alunos dificilmente vão tomar frente para pesquisar ou querer aprender mais sobre um determinado conteúdo sozinho, mas se o professor fizer uma aula mais critica, onde o aluno perceba a importância deste conteúdo, não só para à hora da prova mas sim no seu dia a dia, este vai ter o interesse em aprender sempre mais.

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  9. Paulo Vinícius
    Como já foi comentado a cima, devemos sempre aproximar o conteúdo a realidade dos alunos, por exemplo no conteúdo de sistemas lineares, o professor pode dar a aula da mesma forma, utilizando de situações problemas, mas se esses problemas forem voltados para o cotidiano deles ou então utilizando de um material concreto onde eles possam ver o que esta acontecendo, ficará bem mais fácil o entendimento e também poderão perceber a importância deste conteúdo.
    Os alunos podem também contribuir para a construção das equações com as situações que eles fazem durante o seu dia, assim sentiram que o seu dia a dia é importante na sala de aula e a atenção será maior ao resolver os exercícios.

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  10. O uso do computador nas escolas

    Atualmente nas escolas, a informática é usada com mais frequência e é vista como um recurso didático que tem muito a oferecer aos alunos. Desta forma, pode-se afirmar que novas propostas pedagógicas podem surgir. A informatização da sociedade coloca a escola junto com o professor, a frente de desafios que exigem respostas rápidas e posturas inovadoras. Isto possibilita que novas práticas de interpretação e de aprendizagem possam ser experimentadas, auxiliando no desenvolvimento da capacidade do indivíduo raciocinar diante de situações que envolvam a resolução de problemas matemáticos (algoritmos, fórmulas, gráficos, etc). Todos sabem que o computador e seu uso de forma geral desempenha grande interesse por parte dos adolescentes, neste sentido, a utilização do computador aplicado ao ensino pode ser uma boa forma de motivá-los no estudo da Matemática, devemos levar em consideração que o computador serve apenas como uma ferramenta auxiliar no processo de ensino-aprendizagem.

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