Atualmente, vivemos uma época de constantes transformações na sociedade. E como a Educação é um fenômeno social, ela também experimenta significativas transformações. Contudo, embora seja visível esse processo de mudança, algumas coisas parecem imutáveis. Uma delas é a finalidade do Ensino Médio.
Desde 1996, com a publicação da nova LDB da Educação (Lei 9394/1996), tem sido defendido um caráter mais formativo para essa etapa da Educação Básica. Isso ficou evidenciado a partir da publicação dos PCN-EM, que propõem que a Educação Básica deve prover uma formação integral para o cidadão. Nesse aspecto, o Ensino Médio figura como etapa final da formação básica, a qual deve permitir ao estudante prosseguir seus estudos, estar devidamente preparado para o mundo do trabalho e decodificar de forma adequada o mundo em que vive, atuando nele de forma consciente, crítica e decisiva.
No entanto, tem se observado um conflito de interesses: dentre os três caminhos citados acima, apenas os dois primeiros tem ganhado maior ênfase, estabelecendo uma relação utilitária entre os estudantes e os sistemas de ensino.
Dentro desse contexto, a Educação Matemática aparece envolvida num conflito de interesses. Para que ensinar Matemática? A que interesse ela deve servir? Qual seu papel na formação dos estudantes? Seria ela uma mera ferramenta utilitária? Como formar cidadãos críticos e conscientes através da Educação Matemática?
Está aberto o debate...
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Como se faz ciência?
Nos dias atuais, a Ciência tem um status de verdade final, de suprema juiza nas questões envolvendo fatos ou fenômenos naturais ou sociais. Contudo, de onde vem esse tão eminente status?
Nosso objetivo é discutir a natureza da Ciência, como um cientista trabalha, como se constrói o conhecimento científico. Isso nos possibilita ter uma visão mais refletida, mais elaborada, sobre as formas de construção do conhecimento que podem ser observada em estudantes, superando concepções ingênuas, geralmente oriundas da opinião, e não da reflexão. Chalmers (1993, p.18) afirma que:
Nos tempos modernos, a ciência é altamente considerada. Aparentemente há uma crença amplamente aceita de que há algo de especial a respeito da ciência e de seus métodos. A atribuição do termo “científico” a alguma afirmação, linha de raciocínio ou peça de pesquisa é feita de um modo que pretende implicar algum tipo de mérito ou um tipo especial de confiabilidade. Mas o que é tão especial em relação à ciência? O que vem a ser esse “método científico” que comprovadamente leva a resultados especialmente meritórios ou confiáveis?
A mídia, em especial, tem passado essa visão de Ciência como supremo baluarte da verdade. Vemos propagandas de alvejantes, de creme dental, enfim, de diversos produtos que se apresentam com a chancela "cientificamente testado", como se a Ciência tivesse esse poder.
Sendo assim, quais são os limites da Ciência? Como se dá o processo de construção desse conhecimento? A discussão está aberta...
Referências:
CHALMERS, Alan Francis. O que é ciência afinal? Brasília: Brasiliense, 1993.
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