sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Banco de Objetos Educacionais

O site a seguir contém diversas sugestões de atividades, experiências, jogos e simulações que podem ser livremente utilizadas em suas produções didáticas, desde que a fonte seja citada. É o Banco Internacional de Objetos Educacionais. Acessem e experimentem...

http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Abordagens no processo de ensino e concepções de aprendizagem

O ensino de matemática está sujeito a diferentes concepções de mundo, de sociedade, de ciência, de política. Não há como definir qual dessas concepções é mais adequada, pois isso depende muito do contexto em que elas são aplicadas. Entretanto, as diferentes abordagens no processo de ensino trazem tais concepções implícitas nas práticas pedagógicas a elas associadas.
De acordo com Mizukami (1986), algumas abordagens apresentam claro referencial filosófico e psicológico, ao passo que outras são intuitivas ou fundamentadas na prática, ou na imitação de modelos. O que se propõe não é a adoção de uma determinada abordagem considerada como correta, mas sim a tomada de consciência sobre qual abordagem permeia a nossa prática pedagógica.
Sendo assim, a atividade proposta é elaborar uma síntese em que seja feito um posicionamento pessoal em relação à prática pedagógica, ou seja, em que situações você é um professor tradicional, comportamentalista, humanista, cognitivista e sociocultural, ou se adota um pouco de cada uma das posturas dependendo da situação que se apresenta. Nessa síntese, pode-se se propor alternativas de conduzir atividades seguindo determinada abordagem, mesmo que o sistema hegemônico privilegie outro tipo.
Caso não consiga postar, enviar para professorgil1968@gmail.com .
Prazo para postagem: 30/08/2013.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Em busca dos bytes perdidos

Acabei de ler uma matéria publicada no JM News sobre a denominada geração "C", que vive uma relação intensa com as tecnologias de comunicação. A matéria fala sobre a necessidade de se assimilar esses novos meios e explorar seu potencial educativo. Leiam e comentem...

http://jmnews.com.br/noticias/vamos20ler/21,37483,22,08,entender-a-geracao-c-desafia-os-educadores.shtml



sábado, 17 de agosto de 2013

Curso III - PDE - Metodologias de Ensino

Prezados Professores PDE da área de Matemática,

Este blog destina-se a centralizar as discussões geradas no contexto do Curso III e também tem por objetivo ser um canal de comunicação entre nós para que eu possa contribuir para o bom êxito de suas produções didático-pedagógicas.

A cada tarefa proposta, iniciarei uma nova postagem para organizar os procedimentos. Peço que se manifestem sempre que tiverem dúvidas ou julgarem necessário fazer alguma intervenção.

Bom curso a todos!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Discussões sobre Epistemologia

A Epistemologia ou Eilosofia da Ciência ocupa-se de discutir a estruturação e a evolução dessa atividade humana denominada Ciência. Dentre outras coisas, propõe-se a compreender como os cientistas pensam, o que são teorias científicas, qual o propósito da Ciência e como ela evolui.
Neste tópico, serão compartilhadas algumas discussões oriundas da apresentação de seminários temáticos sobre cada um dos principais epistemólogos do século XX.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Expansões decimais: número racional ou irracional?

Vimos em sala de aula o caso do número "raiz quadrada de 2". Além dele, há inúmeros casos de números irracionais e, sem excessão, apresentam a mesma característica.

Entretanto, muitas vezes nos deparamos com expansões decimais que nos fazem pensar que, por apresentarem aperiodicidade, tem sua origem num número irracional. Mas será que é sempre assim?

Por exemplo, o que você diria sobre o número 0,0588235... É um número racional ou irracional? Sua expansão decimal é infinita ou não? Qual a sua origem?


sábado, 23 de março de 2013

Inovar, revolucionar ou extinguir: qual é o melhor caminho?


Considero que a escola, do jeito que está estruturada hoje em dia, é uma instituição arcaica, ultrapassada, fadada ao fracasso, independente do nível de ensino. 

Eu penso que a escola deve estar comprometida com a aprendizagem do aluno e não com o repasse de conteúdos para cumprimento do programa, conteúdos esses que, muitas vezes, têm sua aplicabilidade ignorada pelo professor. Ou seja, acaba não servindo para nada, porque o aluno sozinho não aprende a utilizar os conhecimentos sistematizados pela escola para resolver os problemas de sua vida cotidiana.

O texto do educador Tião Rocha "levanta uma lebre" de peso. Ele propõe um novo modelo de escola: a educação sem escolas (pelo menos sem as estruturas escolares como as conhecemos). Segue o link para o texto.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/18/e-possivel-fazer-educacao-de-qualidade-sem-escola.htm

No mesmo rumo, porém indo mais radicalmente além, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, propõe eliminar as escolas. Leia sobre essa ideia no link abaixo.

http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/18/modelo-de-educacao-escolar-deve-ser-questionado-aponta-pesquisador-da-usp.htm

Após a leitura desses dois textos, elabore suas reflexões e poste um comentário. Solicito fazer isso até dia 26/03/2013 para que possamos discutir em sala de aula.

terça-feira, 5 de março de 2013

Matemática no Ensino Médio: o que ensinar?


UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CENTRO-OESTE - UNICENTRO
Departamento de Matemática de Irati - DEMAT/I
Curso: Licenciatura em Matemática Série: 4ª
Disciplina: Metodologia e Prática de Ensino da Matemática II  
Professor: Clodogil Fabiano Ribeiro dos Santos 
Data: 05/03/2013

Matemática no Ensino Médio: o que ensinar?

Os documentos oficiais, dentre os quais pode-se destacar os PCNEM (BRASIL, 2000) e as DCE-PR-Matemática (PARANÁ, 2008), estabelecem os critérios para a escolha das metodologias e dos conteúdos curriculares a serem abordados ao longo da Educação Básica e, por consequência, do Ensino Médio. São elencadas nos PCNEM, ou seja, essa área do conhecimento deve levar os estudantes a:

• compreender os conceitos, procedimentos e estratégias matemáticas que permitam a ele desenvolver estudos posteriores e adquirir uma formação científica geral;
• aplicar seus conhecimentos matemáticos a situações diversas, utilizando-os na interpretação da ciência, na atividade tecnológica e nas atividades cotidianas;
• analisar e valorizar informações provenientes de diferentes fontes, utilizando ferramentas matemáticas para formar uma opinião própria que lhe permita expressar-se criticamente sobre problemas da Matemática, das outras áreas do conhecimento e da atualidade;
• desenvolver as capacidades de raciocínio e resolução de problemas, de comunicação, bem como o espírito crítico e criativo;
• utilizar com confiança procedimentos de resolução de problemas para desenvolver a compreensão dos conceitos matemáticos;
• expressar-se oral, escrita e graficamente em situações matemáticas e valorizar a precisão da linguagem e as demonstrações em Matemática;
• estabelecer conexões entre diferentes temas matemáticos e entre esses temas e o conhecimento de outras áreas do currículo;
• reconhecer representações equivalentes de um mesmo conceito, relacionando procedimentos associados às diferentes representações;
• promover a realização pessoal mediante o sentimento de segurança em relação às suas capacidades matemáticas, o desenvolvimento de atitudes de autonomia e cooperação. (BRASIL, 2000, p.42).

Da mesma forma, as DCE-PR-Matemática estabelecem:

Os conteúdos disciplinares devem ser tratados, na escola, de modo contextualizado, estabelecendo-se, entre eles, relações interdisciplinares e colocando sob suspeita tanto a rigidez com que tradicionalmente se apresentam quanto o estatuto de verdade atemporal dado a eles. Desta perspectiva, propõe-se que tais conhecimentos contribuam para a crítica às contradições sociais, políticas e econômicas presentes nas estruturas da sociedade contemporânea e propiciem compreender a produção científica, a reflexão filosófica, a criação artística, nos contextos em que elas se constituem. (PARANÁ, 2008, p.14).

Embora tenham sido elaborados seguindo concepções ideológicas distintas e, por vezes, conflitantes, é consenso em ambos a necessidade de se estruturar o ensino de modo a promover a aprendizagem do aluno e o desenvolvimento da capacidade de continuar aprendendo, da autonomia, da autodeterminação e da autoconfiança.
Apesar de já estarem vigentes há bastante tempo, o que se observa no cotidiano da Educação Básica brasileira é a prática das mesmas formas propedêuticas e mecanicistas presentes no ensino desde que essa etapa da Educação se estruturou no Brasil. Entretanto, isso não é “privilégio” de nosso país. Em pesquisa recente com jovens ingressantes em cursos universitários no Reino Unido, constatou-se que os alunos não estão preparados para ingressar em cursos superiores.

Em vários cursos, principalmente na área de ciências, tecnologia, engenharia e medicina, o aluno deve saber usar raciocínios de cunho matemático. Contudo, pelo modo como é preparado antes de chegar à universidade, ele começa seu curso sem saber o que deveria saber de matemática e sem saber que, quando descobre uma falha na própria formação, deve aprender o que não sabe sozinho; por último, ele também não sabe aplicar a matemática que aprendeu a situações reais. Talvez não se sinta motivado a estudar matemática quando, na profissão que escolheu, ela é atriz coadjuvante.
Além disso, os professores universitários não sabem que, antes de entrar na universidade, os alunos estão acostumados a estudar para as provas, e não para aprender de verdade. Aliás, esses professores não têm consciência das técnicas matemáticas ensinadas aos jovens antes que entrem na graduação. (REVISTA CÁLCULO, 2012, p.6).

Diante disso, abre-se novamente o impasse: qual deve ser a identidade dessa etapa de ensino? Do jeito que está as finalidades preconizadas estão sendo atingidas? As discussões sobre essa identidade e as finalidades do Ensino Médio não são recentes (RAMAL, 1999; CORTI et al., 2007).
Um dos “termômetros” para se identificar o atingimento das citadas finalidades do ensino da matemática no Ensino Médio é o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). As provas são elaboradas de forma a verificar as competências e habilidades básicas que devem ser desenvolvidas na etapa final da Educação Básica do cidadão brasileiro. Estabelece, portanto, parâmetros mínimos de aprendizagem de conceitos, de estabelecimento de relações entre informações, capacidade de leitura e escrita, entre outras.
Contudo, pautar-se por um exame de competências não parece ser o caminho mais adequado, pois existe o risco do ENEM acabar substituindo o vestibular como meta do Ensino Médio. E, novamente, se instala o impasse.

A proposta de trabalho é responder as seguintes questões:
  1. Para que serve o Ensino Médio? Comente sobre as três opções apresentadas no texto de
  2. Que problemas essa etapa de ensino enfrenta na atualidade? Enumere e comente cada um deles.
  3. Qual é o papel da Matemática dentro desse nível de ensino?
  4. O que você enquanto educadora ou educador matemático pode contribuir para promover avanços significativos nos níveis de aprendizagem dos alunos?


REFERÊNCIAS:

BICUDO, Francisco. Um monstro desconhecido. Revista Cálculo, ano 2, n.24, janeiro 2013, p.42-47.
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Matriz de referência ENEM. Brasília: INEP, s/d.
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais - Ensino Médio. Parte III: Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias. Brasília: MEC, 2000.
CORTI, A. P., FREITAS, M. V., SANTOS, M. A. SOUZA, R., ALVES, T. Que ensino médio queremos? Guia para a realização de grupos de diálogo. São Paulo: Ação Educativa, 2007.
PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação, Departamento de Educação Básica. Diretrizes Curriculares da Educação Básica – Matemática. Curitiba: SEED, 2008.
RAMAL, Andrea C. As mudanças no Ensino Médio a partir das DCNEM. Revista Pátio, ano 2, janeiro-março 1999, p.13-17.
REVISTA CÁLCULO. Quem se prepara para entrar na faculdade não se prepara para estar na faculdade. São Paulo: Segmento, ano 2, n.20, setembro 2012.