sábado, 23 de março de 2013
Inovar, revolucionar ou extinguir: qual é o melhor caminho?
Considero que a escola, do jeito que está estruturada hoje em dia, é uma instituição arcaica, ultrapassada, fadada ao fracasso, independente do nível de ensino.
Eu penso que a escola deve estar comprometida com a aprendizagem do aluno e não com o repasse de conteúdos para cumprimento do programa, conteúdos esses que, muitas vezes, têm sua aplicabilidade ignorada pelo professor. Ou seja, acaba não servindo para nada, porque o aluno sozinho não aprende a utilizar os conhecimentos sistematizados pela escola para resolver os problemas de sua vida cotidiana.
O texto do educador Tião Rocha "levanta uma lebre" de peso. Ele propõe um novo modelo de escola: a educação sem escolas (pelo menos sem as estruturas escolares como as conhecemos). Segue o link para o texto.
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/18/e-possivel-fazer-educacao-de-qualidade-sem-escola.htm
No mesmo rumo, porém indo mais radicalmente além, Danilo Alexandre Ferreira de Camargo, propõe eliminar as escolas. Leia sobre essa ideia no link abaixo.
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/18/modelo-de-educacao-escolar-deve-ser-questionado-aponta-pesquisador-da-usp.htm
Após a leitura desses dois textos, elabore suas reflexões e poste um comentário. Solicito fazer isso até dia 26/03/2013 para que possamos discutir em sala de aula.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Concordo que o modelo de escola atual é ultrapassado e arcaico. O professor deve atuar como um mediador, lançando desafios, ideias e orientando os alunos na busca do conhecimento.
ResponderExcluirAcredito que sim, pecisamos de escolas, porém, adaptadas ao 3º milênio, principalmente, utilizando de todos os recursos tecnológicos disponíveis.
O ponto em que é colocado que a escola é uma ferramenta do Estado para gerenciar às populações é algo para refletir. O modelo das carteiras enfileiradas e da subserviência ao educador é algo que está inerente à ideia de educação e tão impregnado que qualquer discução contrária à esse modelo é algo para acalorados debates.
Felipe Gubert Neto
Acadêmica:Fabiane Kruk Bobek
ResponderExcluirPara mim a escola deve estar comprometida com a aprendizagem dos alunos. O professor deverá utilizar métodos de ensino para que esse aluno aprenda. Preparar aulas através de dinâmicas, levando em conta o conteúdo a ser apresentado e não só pensar em vencer os conteúdos e os alunos ficarem "boiando' ou no "mundo da lua".
Que a educação precisa ser modificada todo já sabemos, agora a questão é:
ResponderExcluirComo fazer essa mudança?
De onde iniciar essa mudança? Porque é claro, para se fazer uma radicalização na Educação como os dois artigos apresentam, é necessário muito mais do que uma ou duas páginas de escritas revolucionárias, é necessário que aja modificação desde os princípios básicos da educação de uma criança, que ocorre dentro de casa, mudança na formação de todos os profissionais envolvidos na área de educação (coordenadores, professores, etc), mudança na política, mudança de pensamento da sociedade.
Ou seja, é uma reeducação da educação, e na realidade atual das escolas é praticamente inaplicável um modelo de educação sem escolas, porque se já dentro de uma sala de aula os professores tem dificuldade de controlar uma turma. É claro que, em alguns lugares até poderia ser aplicado tal método, com resultados satisfatórios, mas infelizmente na grande maioria dos casos não. Acredito que tal método, seria a revolução da educação, se traria resultados satisfatórios ou não, isso já é uma incógnita. Mas, como poderá ser aplicado tal modelo com alunos que relutam até em fazer atividades diferenciadas de ensino. As nossas crianças não estão preparadas para tal mudança, volto a frisar, que para que isso acontecesse, seria necessário uma mudança em diversas áreas, começando pela educação dentro de casa.
Acadêmica: Luiza Dzerva
ResponderExcluirAcredito que a educação como está organizada atualmente, condiciona os alunos a viverem “encarcerados” nas escolas. Porém, creio que esse regime não vai ser extinto, mas reformulado, isso a longo prazo.
Ao meu ver, é possível aprender sem ter que ser necessariamente em uma sala de aula convencional, no entanto, deve-se dispensar especial atenção a interação entre os indivíduos, isto é, se, por exemplo, partirmos para uma educação em casa, sem intermédio do docente, os aprendizes podem apresentar dificuldades em interagir com as pessoas e viver socialmente, mas isso é um processo mais complexo e amplo.
A busca por novas metodologias que visem um ensino mais dinâmico e ao mesmo tempo considerem as necessidades de cada indivíduo, vem ganhando espaço no campo educacional. O formato atual de ensino, não comporta a educação da sociedade atual. Observamos pelos índices educacionais, que o ensino aparentemente não ensina. A inovação tecnológica e a integração destas novas ferramentas nas escolas, pode ser um caminho atraente para dar início a uma nova fase na educação.
Com relação ao questionamento que o professor fez na sala na última aula sobre o que cada um de nós pode fazer para melhorar a educação, eu acredito que se eu conhecesse melhor os alunos, descobrisse suas limitações e quais são os principais motivos que os levam a ter dificuldades de aprendizagem, seria possível estabelecer planejamentos de ensino adequados as necessidades dos alunos, e tornar as aulas mais atrativas. É claro que muitas vezes, todo esse trabalho de fortalecimento do conhecimento deverá ser aplicado em horário extra classe,o que pede ainda mais metodologias atrativas para despertar o interesse e a vontade de aprender. Através do estágio, percebi que dentro de uma sala de aula, o professor tem que dar conta de muitos alunos ao mesmo tempo, e é praticamente impossível atender cada um individualmente e sanar as dúvidas, e estas dúvidas que vão ficando transformam-se em aprendizado insatisfatório, e quando os professores tem ajudantes dentro de sala de aula, mais alunos conseguem tirar dúvidas e consequentemente melhoraram seu aprendizado, tenho certeza de que se fosse possível ter mais um educador matemático em sala auxiliando o professor a tirar as dúvidas individualmente, muitos alunos passariam a gostar mais da matemática pelo fato de a entenderem melhor.
ResponderExcluirDe fato, a aprendizagem dos alunos deve ser o principal objetivo dos professores. Infelizmente, essa realidade relatada pela Karla é cotidiana nas escolas. Contudo, existem alternativas metodológicas que já são aplicadas com sucesso em alguns sistemas de ensino.
ResponderExcluirCom base na minha experiência na Educação Básica, eu posso afirmar que o modelo tradicional não surte mais efeito no que concerne à aprendizagem da maioria dos alunos (ainda existe uma minoria que aprende em qualquer modelo). Diante disso, é preciso, por exemplo, passar menos matéria e discutir mais fatos cotidianos, utilizar mais a tecnologia, tão presente na vida dos alunos, mas que parece nem fazer parte dos recursos da escola, muitas vezes sendo utilizada de maneira não tão adequada. Enfim, há muito o que se fazer no sentido de atualizar a escola.
Acadêmica: Taviane Simone Specht
ResponderExcluirComo já relatado na primeira postagem da Karla, a mudança no campo educacional já deveria ter acontecido, mas as fronteiras para que haja total transformação da educação são bem maiores e impossibilita tal acontecimento de uma hora para outra, ou seja, há possibilidades que estas mudanças ocorram, mas o processo é lento, e assim permanecemos com uma educação de baixo nível.
Nós nesta etapa de formação, percebemos que os educadores devem ter o comprometimento com a educação dos seus alunos, sempre buscando inovar as metodologias de trabalho e principalmente adaptar, se possível, a sociedade atual da época.
Mudar radicalmente a estrutura da educação nas salas de aula é ainda um processo muito distante de se concretizar. Creio que essa atualização no ensino não trata-se somente de uma imposição governamental, mas também de um conjunto de adaptações,em relação aos educadores e aos alunos. Pois durante o estágio percebemos a reação dos estudantes, quando a tradição escolar é rompida por uma atividade diferente. Esta muitas vezes é interpretada apenas como uma descontração, na qual não traz conhecimento algum. Logo cabe a nós futuros professores levar este novo costume para as aulas de matemática.
ResponderExcluir